Tudoem Bertioga
Tudoem Bertioga Tudoem Bertioga Tudoem Bertioga Tudoem Bertioga Tudoem Bertioga
Close
Fechar
Conheça as outras cidades onde o Tudoem esta presente
Tudoem Bertioga

carro X capacidade do tanque

Fonte:Revista Combustíveis & Conveniência
Tudoem Bertioga
Tudoem Bertioga
Autor

Tudoem

Posto Anchieta Centro

Postos Ipiranga Bertioga, Av. Anchieta, Av 19 de Maio e Av Anchieta Inadiá

postoanchieta@terra.com.br

http://www.tudoembertioga.com.br/postodocentro


Manual do carro X capacidade do tanque

 

Estudo comprova que nem sempre manual do carro está certo quanto à capacidade do tanque de combustível

 

Matéria publicada na edição de julho/2017, da revista Postos & Serviços

Era um domingo ainda de temporada quando uma senhora parou no Auto Posto Leão Vip, em Santos, para abastecer o carro antes de retornar a São Paulo. Como é comum, deixou o veículo na bomba, foi à loja de conveniência tomar café e em seguida, ao verificar o valor do combustível, questionou o frentista sobre o volume colocado no tanque. 

Imediatamente, a consumidora pegou o manual do veículo e apontou para as especificações técnicas que apontavam o limite de 42 litros, volume inferior ao que de fato foi colocado no tanque. “Ela disse que era impossível que a bomba tivesse colocado os 42 litros já que o veículo tinha acabado de entrar na reserva”, lembra o revendedor Miguel Freitas de Pinho. Neste dia, por sorte, ele estava no posto e fez o atendimento.

"Eu dei o meu cartão para ela e pedi que fizesse a média de quilometragem por litro de combustível e que voltasse a me procurar caso o resultado fosse diferente do que o de costume”. A consumidora não retornou ao posto, mas Pinho lamenta até hoje a situação que coloca o estabelecimento em xeque. “Fica o dito pelo não dito”. 

Situação similar aconteceu em Praia Grande, no AP  Xixová. Lá os ânimos chegaram a se exaltar e o cliente ameaçou chamar o Procon e até a imprensa. “Ele fez um escândalo. Pegou o manual do carro para mostrar que o volume apontado na bomba era impossível”, conta Mônica Maria Fernandes. Os funcionários conseguiram acalmá-lo fazendo o teste volumétrico dos 20 litros e, por fim, o convenceram de que a especificação da fábrica não era exata.

Por conta de situações como essa, comuns aos postos de Norte a Sul do País, é que a Fecombustíveis contratou o Grupo Falcão Bauer para fazer o teste de volumetria em 13 veículos de diferentes marcas e modelos. Os resultados demonstraram que há diferenças expressivas, principalmente em três modelos da Renault, de 35% a 36,5% a mais no tanque do veículo (confira quadro abaixo).

 

O único modelo que não registrou diferença foi a S10 Rodeio, da Chevrolet. Os testes foram realizados entre os dias 28 de março
a 19 de abril deste ano. Segundo o gestor técnico da pesquisa, Diego Dozorski Conrado, antes de realizar os testes, as bombas utilizadas passaram por aferição, assim como os tanques dos veículos, que foram esvaziados e reabastecidos.

Esclarecimentos
A Fecombustíveis procurou todas as montadoras cujos modelos de veículos foram testados. Apenas a Renault enviou um posicionamento via assessoria de imprensa, porém não esclareceu a situação. “A Renault estranha uma variação tão grande na
quantidade de combustível no tanque – de até 36%, como apontado. Tecnicamente, é possível ter uma variação para mais ou para menos. Caso o abastecimento seja forçado após a bomba desligar automaticamente, é possível que o combustível invada o sistema de recuperação de vapor ou mesmo o ladrão, a mangueira que leva o combustível ao tanque. De qualquer modo, a variação citada é
alta e, para dar um veredicto preciso, seria aconselhável inspecionar os modelos envolvidos no episódio". 

Até inclinação da pista do posto pode interferir

Nilton Monteiro, diretor adjunto da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), explica que as diferenças entre a quantidade indicada no manual e a capacidade do taque no momento do abastecimento podem ocorrer por motivos diversos,
até mesmo pelas condições do terreno do posto, se a pista de abastecimento estiver em aclive ou declive. 

“Em termos gerais, a calibração dentro das montadoras pode variar até 5% de volume”. Ele recomenda ao posto que sugira ao
consumidor procurar sua concessionária e também oferecer a imediata realização do teste de aferição, o que acabaria com dúvidas sobre a idoneidade da bomba. “É muito constrangedor quando um consumidor nos coloca em dúvida deste jeito. Como era aquela
época em que as fraudes volumétricas estavam aparecendo na imprensa toda hora, a desconfiança acabou chamando a atenção de outros clientes que estavam na pista”, relembra Mônica Fernandes.

(Com informações da revista Combustíveis & Conveniência)

Comentários

Voltar ao Topo